sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Labirinto dos Deuses - Parte V

 Obs.: Dragões soltam fogo.

     Depois de atravessar a ponte a surpresa, encontramos um campo de dragões, vermelhos, verdes, azuis, amarelos, pretos, cinzas, de todas as cores inimagináveis.
     - Chris, você não vai lutar com eles.
     - Eu vou!
     - Não vai! – E empurrei-o novamente para a relva, mais forte ainda.
     Defendi-me dos ataques de fogo com o escudo, sempre rodeando os dragões, usei o fogo para queimar suas patas, assim eles ficariam presos ao chão e são conseguiriam voar, depois lancei a lança no coração de cada um. Um por um foi caindo e seu sangue foi dando vida a novas planta. Depois dessa briga estava cansado e com sede, então bebi um pouco do vinho que Dionísio me deu e fiquei mais forte do que antes. Acordei Chris depois que usei o poder de adivinhação que Hermes me concedeu e pressenti gigantes e hecatônquiros perto de nós, além de que a saída também.
     A ampulheta já estava quase vazia quando avistamos a saída do labirinto e a imagem de Leona. Sai correndo em busca dela quando um hecatônquiro me pegou e jogou-me longe. Chris avistou um gigante.
     - Isso pode piorar? – Pra que eu fui falar, me apareceu uma hidra.
     - Valeu Art, mais um! – Chris falou com cara de deboche.
     Lá fomos nós, primeiro o hecatônquiro, usei o poder de matar de Hades para derrotá-lo, mas não foi suficiente para matá-lo.
     - Isso não morre?
(Continua)

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P.S: Consegui escrever o texto para o concurso da Meg Cabot, com 500 palavras certinho. Vamos ver se eu consigo ganhar! Boa sorte para mim!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Labirinto dos Deuses - Parte IV

Mortal à vista.

     - Morreu também, a Átropos cortou o seu fio quando a ampulheta estourou com o último grão de areia.
     - Mas e a vida dela?
     - Ela não tem mais vida, e a família dela, por relatos aqui em Delos, pensou que ela morreu dormindo.
     - Dormindo?
     - Sim, para Melanie e agora para Leona isso tudo é apenas um sonho, se você não chegar a tempo ela morre e você vive como um imortal, se você morrer ela morre. Tudo não passa de um sonho, apenas um sonho.
     -Chris ainda existe?
     - Claro, ele deve estar vagando por ai, ele vai ficar aqui até ele morrer.
     - E ele ainda não morreu?
     - Ele ainda não morreu porquê ainda ama Melanie, quando deixar de amá-la, ele não saberá o porquê de estar vivo e se afogará nos meus lagos. Se você não quer o mesmo destino, corra. – E sumiu entre o pântano.
     Agora eu já sabia o que viria a seguir, talvez alguns sátiros. Senti um vento quente e supus que seria Nótus, o vento sul formando nuvens quentes, o tempo estava abafado e os grãos de areia se esgotando. Mas eu estava certo, avistei um campo com muitos sátiros e já sabia o que fazer, peguei a luz para cegá-los e as flechas do amor de Eros para acalmá-los, e funcionou, todo ficaram calmos, bem calminhos. Menos um agora faltava mais alguns antes de encontrar Leona, mas o que encontrei foi bem diferente de Leona, foi Chris, ele estava mesmo chamando a Melanie.
     - Chris, Chris, levante-se, Melanie morreu.
     - Ela ainda está viva eu sei. – Todos esses anos e ele se convencendo disto.
Ele estava muito alabastro, muito mesmo, conversei com ele, contei a verdade e parecia que ele tinha se convencido.
     - Ela morreu mesmo? Então eu quero ajudá-lo a salvar Leona, Art, você não merece o mesmo destino que eu.
     E lá fomos eu e Chris. No caminho encontramos Gógona, mais conhecida como Medusa. Ela logo ficou em estesia com Chris, mas tampei seus olhos antes que ela o torna-se pedra.
     - Chris! Proteja-se!
Empurrei Chris para a relva e enfiei no coração de Medusa a lança de Ares, cegando-a com a luz e protegendo-me com o escudo de seu olhar petrificaste.
     - Sabe porquê a Medusa ficou assim?
     - Por quê?
     - Sua beleza era idêntica a de Atena, e ela era má, por isso ficou deste jeito, Atena a transformou nisto.
Depois desta conversa ligeira e Medusa morta fomos andando em direção ao lago e encontramos Néfeles, a ninfa da chuva e das nuvens. Ela nos guiou até uma ponte.
     - Daqui por diante vocês terão seu desafio final, cuidado com os dragões.
     - Dragões?
(Continua)

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Labirinto dos Deuses - Parte III

 São apenas Titãns.

     O mais impressionante era que no meio da floresta havia um campo com um rio, onde Oceanus governava; montanhas geladas e com árvores mortas, tudo de Créos; Tétis tomava conta de um imenso mar ao logo da montanha; Céos tentava ficar mais inteligente com uma pilha de livros; Febe estava admirando a lua e Téia, do castelo, estava vendo tudo, sendo uma titãn da vista. Inacreditável quando todos vieram contra mim.
     - Ai meu Zeus, o que eu faço agora? – Foi quando avistei Limnátides, ninfa dos lagos e pântanos perigosos.
     - Raio, escudo, fogo. – Sussurrou para mim.
     E foi o que eu fiz, peguei os raios, o escudo de Atena e o fogo de Ártemis e lutei contra os titãns. E por incrível que pareça eu venci cada um deles, o mais difícil foi Céos, mas com a inteligência de Atenas eu venci, nada é mais forte do que isto. Vencidos eu fui à busca de Limnátides, a ninfa que havia me ajudado, chegando perto do pântano ela se levantou.
     - Parabéns, os que passaram aqui antes não tiveram a sorte de ganhar minha ajuda.
     - Antes? Como assim?
     - Zeus não lhe contou? Chris, um outro Deus foi submetido a este teste também, ele morreu no meio do caminho atacado por dragões.
     - Dragões, aqui tem dragões? – Meus olhos arregalaram.
     - Claro, dragões, górgona, sátiros, hecatônquiros...
     - O que são hecatônquiros?
     - Animais de 100 mãos e 50 cabeças.
     - O QUE? – Meu coração foi a mil! Foi na boca, voltou, bateu no peito, saltou de pára-quedas e quase teve um enfarte. - 100 mãos e 50 cabeças? Tem certeza?
     - Claro, eu mesma já vi um! Os gigantes são horríveis.
     - Gigantes? – Nesta hora, se a força do amor de Afrodite não me segurasse estaria correndo que nem uma menininha.
     - Pois é.
     - E o que aconteceu com Chris, ele morreu?
     - Na verdade, não. Ele apenas foi atacado e morreu, mas como ele era um Deus ele ressuscitou, o problema é que ele agora virou um mortal.
     - Mortal? Isso é possível?
     - Sim, e agora ele estava vagando pelo labirinto ainda chamando a sua amada, ‘Melanie, Melanie, Melanie, Melanie!’
     - Esse era o nome dela? Melanie?
     -Sim, e ele amava muito ela, só que ele não usou o escudo contra o dragão e ele se queimou, nascendo uma cerejeira sobre as cinzas dele.
     - E a Melanie?
(Continua)

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P.S.Gente, eu fiquei em 4º lugar no Bloínquês, clique para ver aqui. Fiquei também em PRIMEIRO no Post It, veja aqui.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Labirinto dos Deuses - Parte II

As primeiras batalhas

     - Suas horas chegaram! – E atirei com o tridente de Posêidon, mas eles não morreram. Peguei o raio de Zeus e joguei contra eles, mas não caíram, resolvi pegar a espada indestrutível de Hefesto e lancei contra eles. As junções dessas três armas fizeram todos caírem e virarem cinzas.
     Olhei para o céu e os grãos estavam caindo e eu preocupado. Mas minha preocupação logo foi desviada para outro ponto.
     - Harpias? Isso ainda existe?
     É, existe sim, e isso me deixa frustrado, mas nem tanto quando a espada de Hefestos não funcionar.
     - Eu mereço não é? – Mexi na bolsa e peguei a primeira coisa que vi, o arco de ouro de Apolo, mirei e atirei uma por uma nas Harpias, cada uma que caia fazia uma árvore brotar no chão. – Estranho.
     Senti um formigamento agradável na espinha, quando olhei era Zéfiro, achei que podia confiar neste. E podia. Segui seu agradável frescor até Dríades, a ninfa da floresta, que me guiou pela floresta até o outro lado.
     -Valeu!
     Valeu uma ova, quando notei que estava no campo de centauros, mas logo depois havia um lago, e eu tinha que passar para o outro lado. Como eu já sabia que nada derrota um monstro sozinho, peguei o raio, o tridente e a espada e lancei com toda a minha força nos centauros, quando o primeiro caiu, todos vieram enfurecidos para o meu lado, mas eu dei conta do recado. Sobrou apenas um medroso.
     - Você é o primeiro Deus que derrota todo os de minha espécie, por favor, deixe-me guiá-lo sobre a água. – E confiei no centauro.
Quando estávamos caminhando sobre a água o centauro foi puxado fortemente para o fundo, aparecendo Nereida, a ninfa dos mares.
     - Nunca confie em um centauro, você não teve treinamento não? – Eu tinha cara de quem teve treinamento? Deu vontade de dizer isto na cara dela. – Não confie em ninguém, apenas das ninfas.
     - Ta certo, eu já vou indo.
     - Não vá pela floresta, ou será devorado por titãns.
     - Titãns? Fala sério, é uma floresta, cada titãn tem seu lugar natural.
     - Não vai confiar em mim? – E sumiu nas profundas águas.
     Olhei para o céu e a ampulheta estava mais vazia e eu conseguia ver Láquesis mexendo no fio e Átropos com a tesoura, aflita para cortá-lo. Segui o meu caminho e entrei na floresta, logo senti uma chuva vindo, era Eurus formando-a, corri o mais rápido que eu pude, pois sabia que se ele chovesse demais alagaria tudo e eu ficaria preso. O problema maior foi quando me deparei com os titãns, a Nereida estava sendo honesta comigo.
(Continua)

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Labirinto dos Deuses - Parte I

     Olá pessoal que tem computador e vive fuxicando a vida nos blogs dos outros...eu vou começar a escrever um conto, na verdade ele já está pronto, era para este concurso só que lá pedia 500 palavras, o meu texto deu 2,541, não dá para mandar assim, né?
     Pois bem, eu estava querendo mesmo fazer um negócio destes então por uma semana (ou 6 dias), sempre terá um pedaçinho novo a cada dia, então aproveitem bem. É sobre Mitologia Grega.

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A prova dos céus.

     Foi apenas um sonho para ela, mas nada se compara a sua face assustada quando lhe contei a verdade.
     Está tão claro como o dia em que ocorreu a Revolta dos Deuses, eu sei que devia ter contado antes, mas ela não ia acreditar em mim, até ver o raio em meu braço. Ela estava em um sono tão tranquilo quando adormeci ao seu lado, mas o que eu não contava era que quando eu acordasse estaria em um labirinto, e no céu meu pai falando comigo, Zeus.
     - Arthur, como você pode deixar-te levar por uma humana, quando você é um Deus!
     - Você não entende Pai, eu amo a Leona.
     - O que eu não entendo é porquê você me deixou chegar a este ponto Art.
     E nesta hora, no céu, todos os Deuses apareceram sobre as nuvens, cada qual com a sua arma, cujas estavam sendo dadas para mim.
     - Art, todos os Deuses estão aqui para lhe dar os seus presentes; com estes presentes você lutará neste labirinto contra todos os seres místicos e perigosos de Delos, onde você está, Leona está do outro lado do labirinto, e para salvá-la terás que correr contra o tempo de minha ampulheta, quando o último grão de areia cair ela está morta.
     - Por que tudo isto Pai?
     - Porquê você é um Deus e está com uma humana! – Seu tom era de revolta e decepção contra seu filho favorito. – Se você não vai deixá-la por bem, então terás que enfrentar o labirinto! As Moiras cuidaram disto, Cloto deu a vida a sua amada, Láquesis deu contínuo a vida dela, mas tudo está nas mãos de Átropos, que está a alguns grãos de areia de cortar o fio da vida de Leona. Se quiser salvá-la, corra.
     E todos os Deuses sumiram, deixando apenas suas armas de batalha com um bilhete de meu Pai: “Eu te amo filho, por isso lhe darei uma chance de salvar Leona com as armas de todos os Deuses, tome cuidado com os ventos, alguns te levarão ao lugar errado, mas confie nas Ninfas, elas te guiarão”. Depois da última palavra dita o bilhete se queimou. E confiante eu entrei no labirinto imaginando as criaturas. Que Pai estoico eu tenho!
     Não demorei muito encontrei Erínias voando sobre o labirinto, quando me viram voaram para me atacar, mas destruí-las com o tridente de Posêidon. Senti na espinha um vento frio, era o Bóreas, o vento Norte me puxando para outro caminho, quando senti algo me puxando, era Oréada, a ninfa das montanhas e grutas me levando para o caminho oposto.
     - Confie em mim, Bóreas logo vai fazer chover, se proteja na gruta.
     Confiei em Oréada e me escondi na gruta, mas o que não contava é que ciclopes apareceriam.
     - Não era para eu confiar em você?
     - Eu não sabia que havia ciclopes aqui. – E mergulhou no escuro da caverna deixando-me sozinho.
(Continua)

Você ainda acha que a sua vida é difícil?

               17 de abril de 2009

     Eu nunca pensei nas consequências que um amor me traria, para falar a verdade eu nunca fui muito ligada nos assuntos amorosos; eu sempre fui mais, na minha.
     Nenhum garoto, nenhum mesmo ligava para mim, e ligar no sentido de falar, não de telefonar, pois eles nem pediam meu número de telefone. Eu tenho uma mãe estérica, um pai solitário, uma irmã mais nova chata e um irmão mais velho nerd; quer dizer que sou a filha do meio, e as filhas do meio nem sempre têm um bom futuro, no sentido sentimental da vida.
     Meus pais já não se falam muito por meu pai ter enchido das falações da minha mãe pela mesinha está com mancha de copo d’água umedecida. Minha irmã brinca muito de boneca e meu irmão é viciado em computador e pega todas da escola, mas não tem tempo de me ensinar a pegar todos. A, já ia me esquecendo, minha irmã tem 9, meu irmão tem 16 e eu tenho 13, ô vida dura a minha.
     Minhas notas sempre foram na média um pouco mais altas, só por isso eu sou um ‘pouco’ notada no colégio, as pessoas querem colar de mim. E foi num dia desses de testes que o professor notou que uma garota estava colando de mim, e pra falar a verdade eu nem estava notando, mesmo! Fui parar na diretoria junto com a minha mãe, que deu uns ‘fanikitos’ no meio da diretoria com a mãe e a garota junto com o diretor olhando para minha cara pensando “É por isso que ela é deste jeito, olha só a mãe!”.
Depois de levar um sermão do diretor e o professor me passar para a primeira carteira minha mãe ainda brigou comigo dizendo que eu era uma retardada, desleixada e idiota por deixarem colar, e que se as outras pessoas estavam colando eu também, então eu a interrompi:
     - Foi buscando acertar que às vezes eu errei, mãe!
     Ela me olhou como se não estivesse entendendo nada.
     - Todas as vezes que alguém cola de mim eu sou útil, eu tenho uma família que não me dá atenção, eu não tenho amigos, os professores me olham torto por eu ir para escola todo dia de olheira por escutar você e o papai brigando a noite inteira. Eu estou cansada de ter que aturar isso mãe, eu preciso de alguém que me dê carinho, eu preciso de você.
     Eu desabafei pensando que ia fazer alguma diferença.
     - Então peça para o seu pai ir às reuniões e ler uma história antes de dormir, por falar nisso, está de castigo uma semana, e se falar assim comigo novamente vai para a escola de verão. E SEM AMIGOS. – Ela fez questão de gritar bem alto no final enquanto subia as escadas.
     Eu só lamento a minha vida, dela ter que ser assim, mas eu faço o meu melhor, só que as pessoas não enxergam isso.
     - As pessoas iriam enxergar se você deixasse elas enxergarem. – Meu irmão filosófico hoje.
     - Como assim?
     - Samantha, tudo é uma questão de escolha.
     - James, abre o jogo, o que ta pegando?
     - Você não vê e Caroline? Ela tem amigos porquê fala o que quer e não se importa com que os outros vão pensar dela. – O que James? Ele ta ficando biruta!
     - Ela só tem 9 anos.
     - Sam, nada adianta se você se machucar antes de tentar. Faça o melhor que você puder.
     Então eu pensei nisso, James estava certo, eu tinha que fazer o melhor que eu podia, então prometi a mim mesma que amanhã será um novo dia, pois com essa chamada do diretor talvez o pessoal ache que eu sou má.

Obs.: Cara Sam, você é muito idiota de deixar a chave do seu diário de baixo do travesseiro, ai, só vai mais uma dica, quando você for escrever no seu diário não coloque meu nome verdadeiro, e se alguém ler isso e achar que eu sou legalzinho com a minha irmã? E que foto é essa da gente quando eu tinha 10 anos?  Se liga Sam, e você não é MÁ! É só mais uma que foi parar na diretoria e ninguém vai lembrar, nem o diretor. Quer apostar cinco pratas?!

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Pauta para Bloínquês, edição 03. Tema: 'Foi buscando acertar que as vezes eu errei'.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Sinceramente, eu escrevo muito.

     Não me lembro muito bem, ma s o que sei por relatos de minha tia e meus pais é que eu sempre fui muito envolvida com livros.
     Meu primeiro livro foi um livro de banheira, aquele de plástico com enchimento de ar para boiar na água, era colorido e descrevia em máximas duas linhas a figura, sempre tendo em mente da criança, que seria eu, usar a criatividade e continuar a descrição.
     Logo que entrei na escola, no jardim, já desenhava bastante, meu pai dizia que era porquê ele desenhava bem e eu herdara isso dele; no final das contas minha mãe até encadernou os meus desenhos dizendo que meus filhos iriam adorar ver como eu desenhava bem, que para mim naquela época, eram garranchos. Mas com o passar do tempo eu fui vendo que os desenhos faziam parte da escrita, pois minha tia Rosa sempre contava várias histórias nos velhos livros da sua estante.
     Eu podia dizer que fiquei meio traumatizada quando no C.A. não ganhei a estrelinha dourada, que era muito importante para mim, mas acabei ganhando algo melhor que a estrelinha, pois ela que fez querer acertar mais.
     Depois de cobrir pontinhos, acertar as letras, ouvir histórias de toda a família, e olha que a minha família tem mais de 70 pessoas, eu finalmente comecei a escrever, odiava a minha letra mas fazia tudo à mão, costume. Fiz um caderno de poesias, escrevi vários textos para a escola e até fiz um blog.
     Nada se compara a sensação de ler um livro, e eu nunca fui de degustá-los, pergunte aos meus amigos e saberá que livros comigo duram menos que uma semana, talvez até um dia. O importante é que mesmo eu tendo sido criada em uma família de professores, alfabetizadores e publicitários eu ainda erro, e erro muito, até na escrita.
     Não podemos aprender tudo em um dia, demorei mais de 7 anos para ajeitar a minha letra, que ainda não é uma das melhores; minhas ideias fluem melhor quando estou debaixo d'água, deitada ou dormindo, pode acreditar; e na escola eu sou inteligente, o problema é quando eu me empolgo demais e acabo escrevendo com esta minha letra um texto enorme como esse, ocupando 3 folhas frente e verso do caderno; espero que ele dure até o final do ano.

Texto para o caderno de redação no Colégio Santo Antônio.

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P.S: A parte "ocupando 3 folhas frente e verso do caderno; espero que ele dure até o final do ano" se refere ao meu caderno de redação, onde foi escrito este texto.