segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
A personalidade dos jovens
Visitei alguns blogs variados por esses dias, moda, política, contos e amores de verão. Posso contar no dedo os que mereceram um seguimento, mas houve aqueles que não me transmitiram a mensagem que eu esperava. Quando digo isso, me refiro à um texto limpo, que expresse as suas opiniões claras sobre o determinado assunto, seja ele batom ou corrupção. E o que mais me surpreendeu nisso tudo é que a maioria dos blogs interessantes são de autores precoces, entre oito e treze anos. Não é estranho, é a blogosfera crescendo.
O mundo blogueiro tem crescido cada vez mais todos os dias. Está sendo invadido por pessoas sedentas de leitura e informação, e essas páginas estão sendo escritas por pessoas cada vez mais jovens, com a tecnologia em suas fraldas. Mas estou aqui para falar sobre os autores.
Primeiro, eu acho que qualquer um pode ter um blog, basta apenas ter capacidade para isso. Existem pessoas e pessoas, e eu sou uma daquelas que não se importa com o número de seguidores na barra lateral, mas se as poucas pessoas que leem os meus textos gostam o suficiente para passar para o próximo. Existem aquelas que buscam a fama e o sucesso, falam de maquiagem, roupas, cantores e televisão, e conseguem um público arrebatador porque escrevem bem; outras tentam o mesmo caminho e não tem tanta ascendência, pelo simples fato que não se deve escrever sobre uma coisa que você não sabe. A blogosfera está crescendo rapidamente, e muitos blogueiros são realmente bons, e para o nosso espanto eles têm entre oito e treze anos, uma fase ainda criança. Para mim, não importa se você tem dez ou dezesseis anos, se o seu conteúdo for bom eu lerei.
Segundo, há várias pessoas, de qualquer idade, que começam um blog e não continuam, abandonam ao verem que não atingiram o que queriam, e uma grande parte deles são de blogueiros precoces. Esse, para mim, é o único motivo preocupante, já que pela idade eles se fascinam muito por uma coisa utópica, que na realidade não passa de uma competição escondida para atrair leitores para o seu blog.
Todos sabem, ou deveriam saber, que os donos de blogs (não estou falando de blogs como o meu, que visam apenas a escrita e a expressão de opinião), que na maioria das vezes falam de moda, política e comportamento precisam de leitores para disseminar uma ideia, uma maneira de ser, agir e pensar. Quem quer fazer um blog desse precisa de um público específico e bom material, senão acaba às moscas. Os blogueiros que possuem esse tipo de blogs gostariam que você seguisse a ideia deles como certa e usasse isso para você. Mas devemos lembrar que a blogosfera não é como os sites comerciais, as pessoas que as usam só querem que você as siga, compartilhe de seus ideais, e diga aos outros que aquele blog combina com você. Os donos querem um público, querem conversar com quem entende do que eles estão falando, seja sobre moda ou religião.
Para construir um blog assim é necessária muita força de vontade e tempo, muito tempo. O problema dos blogueiros precoces é que nessa velocidade virtual de hoje, eles estão acostumados que o mundo gire em um segundo, mas eles não lembram que a blogosfera funciona de outra maneira, e é por isso que muitas vezes eles falham. Não por culpa deles, mas pela ansiedade.
Eu gosto dos blogueiros que estão surgindo, sejam eles crianças, adolescentes, adultos ou mesmo idosos que uma mentalidade fértil. Digo e repito, se você escreve bem e consegue atrair a minha atenção, terá o mundo em suas mãos, porque é isso que nós procuramos. O mundo precisa de pessoas talentosas, e ele gosta de novas ideias, mas que sejam passadas claramente. E com o tempo, seja ele algumas semanas ou anos, você não será mais o único a pensar deste jeito.
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Missões únicas
Rio de Janeiro, 22 de maio de 1962.
Alberto,
Olá pequeno viajante deste mundo. Devo começar esta carta com uma simples pergunta: "gostou da sua estadia?". A maioria dos que estão ao meu redor reclamam do pouco tempo que tiveram, da falta de oportunidades e o desconhecimento do amor. Culpam-me por tudo, dizem que sou negra e do mal, pois lhe digo agora para não haver confusões mais tarde. Não sou maligna, realizo apenas o trabalho que foi designado a mim, não tiro a vida das pessoas, apenas as acolho quando não há mais o que fazer na Terra. Concordo que muitos me acompanham cedo demais, mas não por minha culpa. Pessoas ingratas, ignorantes, que não encontram um equilíbrio na vida acabam por aqui antes. Agora você se indaga que muitos artistas se foram antes dos trinta anos, explico-lhe o porque. Algumas pessoas nascem destinadas a fazer algo grandioso, mas elas tem tanto potencial que espalham a sua mensagem rapidamente, e convencem até os mais céticos. Essas pessoas, em determinado ponto, já completaram a sua missão e não têm mais aquela vontade de continuar. Só que você deve lembrar que eu não trabalho sozinha, o meu chefe fez os humanos para que vivessem por várias décadas, alguns chegam a um século, para concluir o seu encargo. Quando ele é completado muito cedo, elas recorrem a métodos inseguros para tentar, de algum jeito, chegar à uma novaa missão. Então, o problema é este, as pessoas só tem uma incumbência na vida, e nada fará que ela ganhe outra. Respondendo, finalmente a questão, os que chamamos de artistas morrem mais cedo pela busca incansável de algo novo para se fazer, pois vocês, humanos, não conseguem ficar parados no tempo. Quanto aos ignorantes que chegam por aqui mais cedo, eles simplesmente não aceitam a sua função, e querem mudar rápido demais. Estes são levados para não desequilibrar o mundo.
Tem aqueles que não possuem oportunidades de florescer, nasceram pobres, em uma família desestruturada ou até com boa condição, mas com falta de vontade. O que eu posso fazer por eles é só apressar um pouco mais, para que a dor deles não seja tão grande.
Voltando para o meu questionamento sobre a sua estadia, sei que soube aproveitar a missão que lhe foi dada. Agora, posso lhe dizer qual foi: "Faça os homens rirem, pois entre os ludíbrios das suas ideias eles se tornam amargos. Através do riso dará ao homem a esperança, conhecerá o interior deles, e aquietará suas intranquilidades. Sua missão é expandir o bastante até atingir cada recanto onde haja escuridão, e levar aí a luz." Parabenizo-o por ter a cumprido tão bem, e antes que se pergunte como você a fez, peço para lembrar da sua infância, dos seus conselhos, das suas piadas. Quando adulto, recorde-se do seu trabalho, as casas que fez que alegraram tantas pessoas, o tanto de conhecimento que teve sobre o interior das pessoas, para que elas se sentissem seguras nas suas casas. Agora, busque em sua memória a última coisa que fez antes de sua amada partir. Você a fez sorrir. Mesmo com todas as doenças, comigo ao lado dela, a sua paixão se perdendo, você a fez se alegrar.
Estou orgulhosa de você, meu amigo, e é por isso que hoje chego tão tranquila à você. Sei que mesmo sabendo que a sua hora chegou, sorrirá para mim, pois esta é a sua missão, está é a sua vida.
De uma amiga acolhedora,
Morte.
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
O que você faria?
O que você faria
Se fosse o seu último dia?
Correria pela avenida
Seria um suicída,
Abraçaria todos na rua
Dançaria na chuva
Escalaria o Pão de Açúcar
Comeria granola com fruta,
Nadaria nu no mar
No chuveiro iria de roupa
Passearia pelo Rio de Janeiro
Pintaria o cabelo,
Pegaria um avião
Só pra ver o céu e a sua imensidão
Beijaria o amor da sua vida
Nadaria de sapatos na piscina,
Adotaria um cão
Um gato, uma coruja, um gavião
Impressionaria aquela menina
Diria o que sente aquele menino,
Fumaria só pra saber o gosto
Fingiria que é carnaval pra fazer alvoroço
Pularia de uma ponte
Teria um codinome,
Cantaria karaokê
Imitaria um francês
Cortaria o cabelo
Gastaria dinheiro,
Visitaria seus antigos amigos
Amaria sem compromisso
Iria à um show
Andaria de elevador,
Desenharia
Apostaria
Seria um mágico
Compraria um carro,
Chamaria alguém de perfeito
Fingiria ser estrangeiro
Viajaria para o campo
Quebraria um espelho,
Plantaria uma árvore
Veria o sol nascer
Pediria perdão
Gritaria em uma multidão,
Iria à academia
Acamparia
Andaria de skate
Mascaria dez chicletes de uma vez,
Abraçaria o seu filho
Faria amor com o seu marido
Conheceria o seu ídolo
Escreveria um livro,
Rezaria
Dirigiria
Demitir-se-ia
Rosas colheria,
Comeria muitos doces
Fotografaria as pessoas
Pintaria um quadro
Assitiria uma aula de teatro,
Contaria estrelas
Usaria o telescópio para ver planetas
Ligaria para o seu melhor amigo
Abriria a porta do hospício,
Gastaria todos os créditos do telefone
Entraria em uma fonte
Responderia à um policial
Faria um comercial,
Taparia a boca do seu amigo com durex
Leria sobre a internet
Compraria uma câmera
Dormiria na varanda,
Viraria uma guitarrista
Salvaria uma vida
Ou simplesmente morreria?
Se me restasse um dia, eu aproveitaria,
De todos os meus arrependimentos
Eu me arrependeria
E morreria feliz
Por tudo o que fiz nesta vida.
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Os caminhos da lágrima
Enquanto ele gritava comigo, eu pensava que podia estar em um lugar melhor, com uma pessoa que realmente me merecesse. Eu era tão apaixonada por ele que não conseguia ver os seus defeitos, mas a sua voz rouca e doce se transformou em um trovão, e isso que fez acordar de um sonho muito bom. Ele nunca me ameaçou, e não seria dessa vez que faria, mas quando ousei abrir a porta do quarto ele me puxou e minha mão fez uma marca em seu rosto. Ele me olhou com ódio e me empurrou, fazendo com que eu batesse a cabeça na parede. Fiquei atordoada, demorei alguns segundos até vê-lo novamente, então eu agarrei o vaso de cerâmica e acertei sua cabeça. Ele caiu, estava nos meus pés, o sangue começou a escorrer acompanhando as minhas lágrimas.
Dentre uns dez minutos, eu estava no carro do Miguel, com o Rafael no meu colo, segurando uma toalha contra o seu ferimento na testa. Repetia comigo mesma o pedido de desculpas, por ter o machucado tão seriamente. Ele abriu os olhos, aquelas grandes azeitonas pretas me encarando, e dos seus lábios soou: desculpe-me.
Continuei olhando para os ombros de Miguel, estava muito chateada e vulnerável para olhar nos olhos de Rafael. Minhas lágrimas escorreram e caíram no seu rosto, e neste momento eu senti a sua mão nas minhas costas. Eu pude entender, ali, sentada naquele carro, que tudo poderia acontecer, e que eu fora perdoada, e que só faltava eu o perdoar. No tempo certo, ele entendeu.
Pauta para Suas palavras. 31ª edição imagem. Tema: Imagem do texto.
1° lugar!
domingo, 4 de dezembro de 2011
2 ANOS!
O Writeland fez 2 anos!
Nossa, eu esqueci completamente, e não foi só isso, eu parei de escrever aqui. Estou sem inspiração e tempo, mas agora que eu passei para o 2° ano no Cefet/RJ e estou de férias, acho que tudo vai melhorar.
E que venha mais um ano!
30/11/11
30/11/11
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Quem sabe ao despertar
Uma colina. Dificilmente seria possível encontrar cena mais meiga do que um casal de adolescentes deitados sob uma robusta árvore lá no topo. Talvez tocassem o céu,talvez não...mas certamente tocavam um ao outro em um abraço carinhoso enquanto observavam a magia que existe em todo pôr-do-sol.
A garota, bela como uma deusa ou talvez delicada como uma donzela, deita sobre o garoto, espalhando assim seus não tão longos cabelos que se desdobraram e desenrolaram-se pela grama em uma bela dança mística que agradou até mesmo o deus do mais longínquo reino. O garoto, que a permite tal conforto para que possa admirá-la ao longe, sem ser percebido... Como fazia em cada oportunidade.
Ali,sobre o pôr-do-sol, se fazia um momento raro para o menino: estavam sozinhos. Sem amigos, sem parentes... só os dois. Isso já ocorrera antes. O momento em que o menino prometera para si mesmo que o faria se transformar em homem, E como homem, revelaria a ela a verdade; o que sente. Mas então, assim como nas outras vezes, algo o impede. Ele se pergunta o que seria essa mão em sua garganta... Sufocando-o e o impedindo de proferir uma só palavra. O que o estaria fazendo sentir essa tontura... Essa falta de ar.
A bela menina observava com seus brilhantes e profundos olhos castanhos a última coberta avermelhada que se fazia sobre a colina e o resto da cidade. O espetáculo agora se transformava... a exorbitante energia que vinha do calor avermelhado do sol tinha seu lugar tomado pelo brilho celestial das estrelas... que observava o casal com alegria ou talvez com apreso. O garoto toma uma decisão. Será forte!
Ao tentar falar, suas palavras não alcançam seu destino, ficando no meio do caminho em sua garganta, vítimas da falta de ar, que nesse momento fazia o garoto sentir tonturas.
Tenta de novo.
-Sabe... As vezes eu imagino como será minha vida no futuro...se eu manter meus arrependimentos. - o garoto finalmente conseguiu a coragem que precisava para suas primeiras palavras. Agora deveria continuar – não quero manter meus arrependimentos!
A menina permanecia lá parada... de fronte para o ainda azulado céu cheio de incontáveis diamantes daqueles que nunca serão tocados por nenhum homem.
-Somos amigos desde me entendo por gente. Existem coisas sobre mim que apenas você sabe. – o menino abre um sorriso e passa a mão por sobre seus cabelos desgrenhados – acho que você é a única pessoa no mundo em quem confio totalmente...
A menina, imutável, permanecia deitada, com sua pele extremamente branca contrastando com o forte verde do gramado.
-O que quero dizer é que com você sempre foi diferente. Você é especial, logo, o que sinto por você é especial.... Eu te amo. – e o garoto deixa sua cabeça descansar apoiada no tronco da forte árvore.
Uma colina. A lua ilumina e honra ao que seria uma cena quase insubstituível. A menina descansa seu corpo sobre o jovem garoto, que a observa, incansável, deixando sua mente correr do glorioso ao obscuro e por fim no angelical. Angelical como a menina que adormecia em seus braços, a menina a quem ama o jovem garoto, ainda um garoto.
-É engraçado encontrarmos esse luar em um lugar tão especial como este. Fico feliz de estar aqui com você, mesmo que não esteja me ouvindo. Pena que não tive coragem o suficiente.
-Quem sabe ao despertar.
Texto do meu superamigo Pedro Henrique Miranda Gomes, futuro escritor, guitarrista e alguma coisa a ver com mecânica.
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Piquenique no parque
Eu nunca quis que nenhum dos meus relacionamentos acabasse, mas eu penso que é impossível duas pessoas tão diferentes continuarem juntas. Não sou madura o suficiente para entender isso, pelo menos acho, não desejo descobrir no futuro que o que eu sabia era verdade, quero algo bonito e verdadeiro. Isso acontece com o meu namorado também, estamos juntos à cinco meses e nos vemos, no máximo, duas vezes por semana. Eu afirmo que não precisamos ficar juntos todo o tempo, pois este é o grande problema, toda essa 'chicletice' com os namorados. Eu penso que temos que ter o nosso espaço, e quando bate a saudade de alguém, nós marcamos e nos vemos. Ele nunca reclamou, eu sempre achei que estava tudo bem. Até o dia em que ele falou:
- Fernanda, eu estou cansado.
- Cansado de quê?
- De nos vermos tão pouco. Eu sinto a sua falta.
- E eu também, mas não estamos a matando agora?
- Sim, mas então você vai embora e o buraco no meu peito se abre novamente.
Sim, ele reclamou muito depois disso, ficamos discutindo o que era melhor, usando os argumentos que tínhamos: a minha razão e os sentimentos dele. Não precisávamos mudar, eu tinha o meu espaço e gostava dele. Ele pediu um tempo, disse que não suportava tudo isso, e que talvez precisasse de alguém mais próximo, mais carinhoso. Não suporto que me coloquem defeitos, mesmo que não seja diretamente. Tento ser uma pessoa boa, mas quanto aos meus sentimentos, quero que eles serão priorizados pela pessoa que estiver comigo. Se ele não tem capacidade para fazer isso, que procure alguém que necessite de um apoio.
- Você só pensa em si mesmo!
- E você? Desde quando você me telefonou para dizer que queria me ver? Eu sempre tomei as atitudes. - Ele gritou.
- Eu não sentia tanto a sua falta assim!
- Então você não tem sentimentos, e é por isso que eu não quero ficar mais com você!
Ele jogou na minha cara que eu era uma pessoa vazia, gelada, sozinha. Não o vi mais, permaneci só em minha solidão por mais de dois meses, e finalmente eu sentia o que ele chamava de saudades. É um grande aperto no coração, quando nós não sabemos se a outra pessoa está pensando em você; nós queremos vê-las, mas não sabemos se é possível. Não queria sentir, queria apenas esquecê-lo, mas isso era muito difícil para mim naquele momento. Saí. Levantei da cama e fui dar uma volta pelo Parque Laje, onde nós nos conhecemos. É um parque lindo, calmo e que me proporcionava a sensação de paz. Não foi a sensação que tive no momento, mas sim a saudade batendo constantemente no meu peito quando o vi sentado, sobre uma toalha vermelha com uma cesta de piquenine. Não acreditei, nós fazíamos piquenique naquele lugar, e agora ele estava com outra pessoa, fazendo o que eu mais gostava. Quando ele me viu dando meia volta, gritou meu nome sem pensar, não sei se talvez se arrependeu.
- Fernanda?
- Oi Bruno, eu não pensei que estaria aqui.
- Eu ainda gosto de piqueniques.
- Quem é a sortuda? - Não queria que a última palavra saísse, mas foi mais forte do que eu.
- Ninguém. - Disse assustado. - Estou sozinho.
- Que ideia é essa de fazer um piquenique sozinho? Donde é que já se viu? - Minha voz ficou um pouco mais trêmula.
- Isso me lembra você.
E com a saudade batendo na porta, apertando a campainha e gritando muito alto, eu falei:
- Sinto saudades sua.
- O quê? - Ela não acreditou, óbvio.
- Sinto sua falta, da sua voz, do seu carinho, de tudo.
- Fernanda, eu também, mas não posso mais aguentar aquela situação, de ficar dias longe de você, e só eu sentir alguma coisa.
- Eu sinto algo agora, sinto-me diferente.
- Então, por que nós não tentamos novamente?
- E acabar com essa distância entre nós dois?
- Por que não? Claro que você terá que ceder um pouco mais.
- Você tem sanduíche de peito de peru?
- Sim. - Respondeu em um tom de pergunta.
- Então me dê, que eu sento do seu lado e a gente acaba com essa distância.
- Para sempre?
- Veremos senhor do piquenique.
Pauta para Bloínquês, 93ª edição musical. Tema:E acabar com essa distância entre nós dois?
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