quarta-feira, 16 de junho de 2010
Culpada, novamente
Eu sei que sou desatenta, não me culpe por isso, culpe-me por não ter te ouvido. Não é certo eu jogar toda a culpa em mim, mas a verdade é essa. É estranho comos os fatos decorreram rápido, mas eu sei que alguma coisa aconteceu.
Você escondia o jogo de mim, sentia vergonha ou qualquer outra coisa. Era calado em minha presença e frio nas palavras ditas comigo. Desejaria voltar atrás e concertar tudo, não ter te conhecido, mas o destino foi mais forte do que eu.
Ainda me lembro das palavras soltas que disse quando me esbarrei em você, e seu óculos preto caiu. Seus olhos me hipnotizaram, o mel me deixou confusa e eu só pude dizer: ‘a culpa foi minha’.
Agora eu percebo que todas as vezes que me encontrei com você eu sempre disse que a culpa era minha, eu não sabia o porquê. Novamente digo que a culpa é minha. Erros. Todos nós os cometemos.
Hoje, ainda olho para o céu e penso em você, em todas as pessoas do mundo eu fui me apaixonar por você. Sinto que esqueçemos de dizer coisas, principalmente você. Desculpe por não ter te ouvido quando disse para manter distância, eu só queria fazer parte do seu mundo.
Mais que nunca eu fazia parte, e foi toda esta minha desconfiança que fez você mudar, agora eu entendo. Diante de todas essas lembranças meu coração dói, por ter te perdido pela minha insegurança. A culpa foi minha, desculpe-me por te amar.
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Pauta para OPEP. Tema: Frase em negrito.
Pauta para Sílaba tônica, 4ª edição. Tema: Frase em itálico.
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Não conte a ninguém
Eles estavam sentados conversando na beira do mar, o vento batia e o cabelo da menina voava livre. O menino disfarçava, sorria de um lado, soltava algumas palavras de outro e em uma hora beijava a menina tão rapidamente que ela nem fechava os olhos.
Ele se levantou e correu pela praia, ainda estatelada ela se levantou e correu atrás dele. Ele parou e olhou para ela, estava vermelho e o sol deixava sua pela morena no fim de tarde. Ela sorriu e ele voltou a correr.
Ela se sentou na areia e começou a fazer montinhos de terra, fazia um ali, outro aqui. Ele parou, longe. Contemplou a simplicidade dos montinhos e veio caminhando, fazendo uma linha com o pé. Chegou bem perto na menina e lhe disse suas simples palavras:
-Eu gosto de você.
Ela se levantou e o encarou, meio sem jeito. Gentilmente ele ofereceu a mão – que foi pega – e a levou para ver suas mal traçadas linhas que formavam um coração com suas inicias: J e B. Ela sorriu e pronunciou suas tímidas palavras:
-Eu gosto de você também.
O sol encostou-se ao mar, dando a praia um tom dourado. Podiam-se ver duas pessoas, talvez namorados agora, andando de mãos dadas pela beira da praia. A água encostava suavemente nos seus pés enquanto eles se beijavam.
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Pauta para Bloínquês, 20ª edição musical. Tema: Frase em negrito.
Anjos de cristal
Eu olhei para o céu e senti que as coisas estavam diferentes. O céu havia mudado de cor e o meu corpo estava em perfeita harmonia com o espaço e tempo. Senti a neve caindo sobre o meu rosto, o casaco branco e meus cílios congelados. Senti pela primeira vez que havia encontrado o meu primeiro amor: a neve.
As pessoas pensam que precisamos de outro alguém para viver, nos completar; talvez elas estejam certas. No meu ponto de vista as coisas são um pouco diferentes, a sensação única de ser coberta pela coisa mais pura que eu já havia visto na minha vida.
A sensação de querer mais, de se sentir completa, de se sentir especial. Eu me apaixonei pelo o dia em que conheci os finos cristais de gelo, que derretiam na minha mão a cada toque meu.
Hoje sinto que vai nevar, que o dia vai esfriar e as ideias vão fluir na minha cabeça. É nessa hora que saio em meio à multidão e cumprimento a neve. Isso não é loucura, é apenas um jeito que eu achei de me sentir protegida, ainda não sei de que. Talvez os anjos tenham gostado de mim.
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Pauta para Bloínquês, 20ª edição visual. Tema: Foto do texto.
Pauta para In verbis, 1ª edição. Tema: Frase em negrito.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
De perto ninguém é normal
Foi constatado por todos os doidos varridos que eu conheço: o mundo gira pela loucura. Para aqueles normais, o sol nasce e sem põem sem significado; os dias frios são considerados tristes e as monótonas folhas ao vento, ele nem consegue as perceber. Para os loucos, tudo tem um significado, uma história.
Pois bem, sinto dizer para os normais que acham que por serem considerados assim, seguirem as regras de tal modo que seja chato, se sentem no devido direito de não ser insano: vocês com certeza quiseram fazer uma loucura, se não já fizeram e sentem medo de assumir.
Eu assumo que sou louca. Minha família, meus amigos, minha cadela e até meus objetos eletrônicos são alienados. Loucura não faz mal a ninguém, e eu vivo neste mundo onde os que fizeram diferença, seu ponto máximo foi a loucura.
Eu quero que todos saibam que eu sou especial, que eu sou uma pessoa diferente das outras. Não sou excluída, mas sim mais amada do que qualquer outra, por ser louca. Talvez eu seja anormal demais, mas são apenas detalhes.
São por momentos únicos, dias aproveitados, pessoas diferentes que eu continuo a ser louca. Não me escondo, pois sei que o mundo um dia verá o meu talento. Deus, livrai-me dos normais; os que são monótonos e que não vivem a vida. Loucura para mim é simplesmente ser eu mesma.
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Pauta para Sílaba Tônica, 2 ªedição frase de livro. Tema: Frase em negrito.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
O refúgio das minhas respostas
Hoje eu chorei, um choro alto cheio de soluços. Uma decepção fez meu coração apertar, mesmo sorrindo para não demonstrar, eu chorei; meu coração chorou. Hoje me senti só, gelada, quebrada. Nunca ninguém vai sentir isso, pois minha alma chora junto, e essa dor é só minha.
O sangue que percorre as minhas veias sente falta de calor; calor humano. Talvez eu seja feita para viver sozinha, mas a cada percorrida de olhares eu me afundo na solidão. Esta tal solidão que se tornou minha amiga é muito ciumenta, não há fundamentos, apenas dor.
Eu sinto falta dos meus amigos, mesmo rodeada de pessoas, aquela me falta. Talvez eu escreva uma carta, talvez ele não me responda. Eu tenho medo, medo de perder quem eu amo, medo de crescer, medo de ser líder, medo de me abrir. Eu tenho medo de ser eu mesma.
A solidão é só mais uma desculpa onde eu me escondo, talvez ela já tenha virado um muro o qual esconde a minha visão. Hoje eu resolvi não chorar mais, mesmo que eu me sinta sozinha sempre haverá alguém do meu lado, nem que seja a própria solidão.
Eu olho para tudo que conquistei e choro, de verdade; lágrimas percorrem o meu rosto neste dia frio em que me encontro. É por tudo que conquistei que quero seguir em frente, a solidão é só mais um sentimento dos vários que tenho. Quando me fecho, a solidão me abraça, toma conta de mim, e é nela que eu encontro as respostas para todos os meus fins.
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P.S. É na solidão que eu escrevo os meus textos, pois as pessoas mais profundas são aquelas que gostam de estar sozinhas. A solidão não é minha prisão, mais sim o meu refúgio, onde eu encontro todas as respostas das questões que me pergunto. Este texto foi tão profundo para mim que a verdade é que eu chorei escrevendo-o, os calafrios tomaram conta de mim, e a solidão me ajudou, mais uma vez, a ser tão profunda quanto o poço da liberdade.
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Pauta para Blogueando, 34º edição. Tema: Solidão.
Pauta para OPEP, 1ªedição in colors. Tema: Livre.
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Três
A história que contarei será curta e muito bonita, desculpe-me se eu errar em algum detalhe, já faz algum tempo desde que vi o casal com o amor mais lindo já conhecido. Eu estava viajando para a Califórnia quando vi o tal casal, a menina deitada nas pernas no rapaz sentado. Eles se entreolhavam e sorriam a cada carinho feito pelo garoto, encostei o carro e admirei-os.
Pelo que pude ouvir eles falavam de várias coisas: da paisagem, dos estudos, do amor, da roupa da menina, do carinho fofo de garoto e como o banco era desconfortável. Uma hora o garoto fechou o rosto e uma lágrima caiu, fiquei confusa, pois não sabia o que havia ocorrido.
A garota puxou a mão dele para a sua barriga e ele sorriu, eu pude ouvir o que diziam:
-Espero que seja um garoto.
-E eu tão bonito quanto o pai.
Eles sorriram a se beijaram, em uma doçura que não consigo descrever. Pude tirar uma foto do momento, da descoberta que eles não seriam mais dois, mas sim três no futuro. Eles seriam uma família linda e cheia de amor, pelo que pude constatar.
Eles eram jovens e agora, depois de nove anos que tirei esta foto, conto para a minha filha como o amor pode ser simples, mas ao mesmo tempo tão especial entre duas pessoas.
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Pauta para Onde as palavras se sobrepõem, 5ª edição. Tema: A foto do texto.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Cuidado, timidez à solta
Você está andando tranquilamente e de repente sente algo tocar o seu braço, quando se vira o rosto começa a queimar, ou mesmo quando alguém te chama de longe. Estão todos reunidos com suas rodas de amizade e alguém pede para você vir e conhecer todos os novos amigos; amigos que você nunca mais verá novamente e talvez, pague um mico na frente de todos.
A sua mãe te pede para ir comprar alguma coisa, na farmácia, na padaria ou ali na esquina. Sempre que você está indo, alguém conhecido esbarra em você, ou aquele gatinho com quem você não consegue abrir a boca. Você sai correndo ou cora, literalmente você vira um pimentão.
O professor te chama para ir à frente de todos e responder aquela bendita pergunta que ninguém fez, e a sua resposta está monstruosa de grande, e todos vão fazer cara de sono quando você lê. A leitura começa e o papel esconde o rosto envergonhado enquanto o professor chama atenção de um garoto que está jogando aviões de papel na sala.
Quando um tímido fala ou paga um mico isso fica guardado na história, na sua história. A timidez pode ser um processo rápido ou muito demorado, mas há quem goste do charme de um tímido. Nós tímidos temos algo que ninguém mais tem, e eu tenho em grande volume e massa: nossas bochechas coradas.
Alguma hora a nossa vez vai chegar e vamos corar, mas isso faz parte da vida. Vamos corar por vergonha, por ansiedade, por felicidade, por ciúme ou por timidez. Talvez, se um dia você corar, não fique apreensiva com isso, corar é só mais uma forma de expressar os seus sentimentos, sem ter que falar. Como todos sabem, tímidos não são muito bons com conversas.
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Pauta para Blorkutando, 88ª edição. Tema: Vermelho de... Vergonha!
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