domingo, 7 de outubro de 2012

Os mesmos olhos caídos

E o que eu não entendo
E o que eu sinto,
Não posso expressar
Claramente.

Cla-ra-men-te.
Eles me vigiam
Tomam conta
Dos sentimentos.

Sen-ti-men-tos.
São eles reais?
São eles
Insignificantes?

In-sig-ni-fi-can-tes.
Meus olhos,
Nos teus olhos
Caídos.

Ca-í-dos.
Continuam caindo,
Fazendo-me cair
De mim.

Mim.
E o que eu não entendo
Não fica pra mim,
Fica escondido.

Escondido lá fora.

--

      Toda vez eu volto nos teus olhos, porque eles me seguram. Apertam meu peito, e eu permaneço os fitando. E o que eu não entendo não fica para mim, e os meus sentimentos não ficam para mim. Não ficam para os outros, não ficam para o dono destes olhos. Ficam escondidos em páginas secretas. E as frases se repetem tanto que já cansei de escrevê-las, mas continuo, porque eu simplesmente não entendo.

1 opiniões:

Tassyane Nunes disse...

Nem sempre a gente entende.

Gostei do poeminha, beijos!

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