Um lugar que eu tenha mais horror do que hospital? Bem, não é um lugar, mas uma data, o CARNAVAL! Perguntam o porquê de eu não gostar, precisa responder?
-As músicas.
-A multidão.
-O xixi na calçada.
-O banheiro químico com cheiro de 'number two'.
-O suor.
-O barulho irritante.
-Pessoas bêbadas que insistem em ficar do seu lado.
A população brasileira toda vai para um só lugar, na verdade dois, ou é aqui no RIO, ou é em SALVADOR (eu acho). Como eu moro no RIO (que tristeza me dá dizer isso no carnaval), a cidade lota, parece que passou uma tsunami de pessoas.Eu devo ter puxado isso do meu pai, pois minha mãe ama o carnaval, ela passou o domingo, a segunda, a terça e a quarta indo e voltando de Copacabana (onde mora o namorado dela, pois meus pais são separados e meu pai é meu vizinho) toda animada com o carnaval. Até ai tudo bem, pelo menos ela não me atormentava para ir, até que quinta eu resolvi acordar com febre, olha que maravilha!

Tomando o remédio, que é do tamanho de um ovo de dinossauro eu voltei a vomitar, uma, duas e três vezes. Voltamos para o hospital, nesse estado eu já estava mal, mas mal mesmo! Então veio a novidade, gastrenterite e amidalite. Nossa, estou tão feliz de saber o que eu tenho, agora vou tomar mais um monte de remédio, mas antes injeção na bunda (nem doeu sabe, dizem que eu tenho muita bunda e por isso não sinto nada, só quando eu caio jogando vôlei), mas ai a moça teve que tirar sangue, foi uma enfermeira diferente da injeção na bunda. Ela tirou um litro de sangue vermelhinho que um vampiro adoraria sugar de mim.
Eu achando que isso já bastava até ela falar que eu tinha que ficar ali por duas horas esperando o resultado, tudo bem até ai; mas piorou, minha pediu para colocarem-me no soro, para quê?
A mulher foi procurando a minha veia (que é mole de achar) e não achava, e olha que ela não usava óculos nem nada, ai ela foi indo a direção à mão...
-Ei! Na mão não, coloca aqui na veia. - Apontei na direção onde tinha tirado sangue.
A mulher não convencida foi um pouco mais pra baixo e colocou no meio do braço, mas ela fez um FURO ENORME; que doeu muito! Depois disso eu só me lembro de ter dormido.
Acordei e o exame tinha chegado; viva! Mais uma porrada de remédio para eu tomar. A doutora tirou o soro (que sangrou muito depois que o algodão caiu), e nós fomos embora. Não vomitei e não tive mais febre até eu ir ao banheiro fazer xixi e o santo sair pelo buraco errado. Eu estava com diarréia. Isso podia piorar? Podia, eu fiquei toda assada (ui!).
Agora eu tomo três remédio, o ovo de dinossauro, o comprimido branquelo e a cápsula do pum. Estou melhorando, já fui à aula, joguei vôlei (derrotei todo mundo só no saque), comi meu sanduba natural que eu fiz, já que só posso comer coisa light e nada de leite.
Tudo esta voltando aos conformes, só tem uma coisa, eu estou odiando aquela enfermeira do soro, pois onde ela colocou-o está uma mancha de quatro, QUATRO, quatro centímetros bege, que ficou marrom e agora está verde. Estou virando um mutante!! Corram!
Agora você ainda pergunta porquê eu tenho pavor de hospital? Qualquer dia desses vai sair um mutante de lá.
Pauta para Bloínquês, edição 4 de humor. Tema: Livre.