sexta-feira, 11 de junho de 2010

Anjos de cristal


Eu olhei para o céu e senti que as coisas estavam diferentes. O céu havia mudado de cor e o meu corpo estava em perfeita harmonia com o espaço e tempo. Senti a neve caindo sobre o meu rosto, o casaco branco e meus cílios congelados. Senti pela primeira vez que havia encontrado o meu primeiro amor: a neve.
As pessoas pensam que precisamos de outro alguém para viver, nos completar; talvez elas estejam certas. No meu ponto de vista as coisas são um pouco diferentes, a sensação única de ser coberta pela coisa mais pura que eu já havia visto na minha vida.
Elas pareciam pequenos anjos, que protegem quem sente demais, que podem sentir a presença de um protetor. Eu estava segura, de um modo que não consigo explicar. Alguns podem me chamar de louca, outros de ingênua, mas eu me apaixonei por aquela sensação.
A sensação de querer mais, de se sentir completa, de se sentir especial. Eu me apaixonei pelo o dia em que conheci os finos cristais de gelo, que derretiam na minha mão a cada toque meu.
Hoje sinto que vai nevar, que o dia vai esfriar e as ideias vão fluir na minha cabeça. É nessa hora que saio em meio à multidão e cumprimento a neve. Isso não é loucura, é apenas um jeito que eu achei de me sentir protegida, ainda não sei de que. Talvez os anjos tenham gostado de mim.

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Pauta para Bloínquês, 20ª edição visual. Tema: Foto do texto.
Pauta para In verbis, 1ª edição. Tema: Frase em negrito.

2 opiniões:

Leticía Gomes disse...

muito boa a pauta, fer. voce enquadrou muito bem para os dois prjetos.
boa sorte, beijo.

Christine Wengrzynek disse...

Que perfeito *-* soube usar e abusar dos temas *-*

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